É muito provável que as grandes dificuldades encontradas no início da colonização da região central da Província do Espírito Santo tenham sido as responsáveis pelo seu lento crescimento. Jacob Seibel e seus concidadãos, apesar de tudo isso conseguiram construir estradas, se organizaram em comunidades, edificaram igrejas e escolas. Fizeram com que germinasse uma nova cultura teuto-brasileira com características bem próprias, que cresceu, dando origem a tantas comunidades espalhadas por todo o estado do Espírito Santo. Por outro lado, o seu grande isolamento do mundo, nos primeiros anos, fez com que, infelizmente, toda a colônia germânica mergulhasse no que poderíamos chamar de “Século de isolamento no Espírito Santo”.

Jacob Seibel e seus filhos

Kasper Seibel, o irmão mais novo de Jacob, desapareceu misteriosamente da Colônia de Santa Leopoldina. Não se sabe se voltou para a Alemanha ou se foi para outras zonas de assentamento de imigrantes.

                Do outro patriarca de nome Adam Seibel, irmão de Jacob Seibel, descendem os Seibel que se fixaram principalmente na região de Domingos Martins.

              Jacob, em função de suas características pessoais, conseguiu se ambientar muito bem no novo país. Sua inteligência prática rendeu-lhe um crescimento, tanto pessoal, como comunitário. Pelos relatos disponíveis sabe-se que viajou muito, inclusive para tratar de negócios na capital da Província, chegando a falar bem o português. Luize também assimilou muito bem o duro trabalho dos primeiros anos do povoamento da Província do Espírito Santo. Do seu casamento com Jacob nasceram nove filhos e duas filhas, tendo sobrevivido ao seu marido e chegado à idade de 90 anos com um surpreendente vigor físico.

               Destes dois pioneiros, portanto, descendem todos os Seibels capixabas. As gerações seguintes desta família de origem renano-oldenburguesa misturaram-se com outras famílias de origem pomerana. Persiste, contudo, uma característica comum a todos os Seibel, que se traduziu em um excelente desempenho profissional. Durante o primeiro século da colonização germânica do Estado do Espírito Santo sempre se dedicaram à agricultura, tendo se destacado pela sua perseverança e tenacidade.

Casal de agricultores Seibel no caminho da igreja

Hoje, seus descendentes continuam se expandindo nas mais variadas atividades profissionais, por muitos estados brasileiros, com capacidade e sucesso. No Brasil, passados mais de 160 anos da chegada de Adam Seibel, seu nome deu origem a um grupo de mais de 500 Seibel além de outros tantos descendentes com outros sobrenomes.

             Esta, portanto, é a família Seibel capixaba, que se transformou em um bom exemplo do destino de emigrantes europeus e do seu desenvolvimento, nas gerações seguintes. A maioria dos seus descendentes ainda hoje se encontra na região de Laranja da Terra e Domingos Martins. Entretanto, já existem ramificações em Minas Gerais, Rondônia, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná. Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Europa e Austrália.

             Como se pode depreender, na Europa, muitas e grandes dificuldades haviam ficado para trás. Mesmo assim, a família Seibel e seus descendentes guardaram muitas e boas recordações, a partir das quais, aos poucos se desenvolveu uma imagem saudosista e romântica que foi sendo repassada às gerações seguintes. Dessa forma, a terra dos antepassados se transformou em uma imagem de sonhos, ainda hoje relembrada em canto e verso e visualizada nas danças folclóricas.

              Enfim, o empreendimento da família Seibel deu certo.