Desde os primórdios da humanidade, os povos migram, constituindo novas famílias, novas cidades e até novos paises. Na metade do século dezenove a fome grassava por todo Continente Europeu. Isto fez com que muitos abandonassem seus lares na procura de um novo mundo que lhes pudesse trazer uma maior fartura em alimentos e melhores condições de vida.

No dia 03 abril de 1859, Adam Seibel o segundo, sua mulher e seus filhos também iniciaram a sua própria jornada para o além-mar. Na cidade de Antuérpia, na Bélgica, embarcaram no navio “A. Borsing”, inicialmente com destino à América do Norte. Era o que constava no “Auswanderungsgenehmigung”, isto é, no documento de consentimento para emigração, emitido pelo governo do Grão Ducado de Hessen-Darmstadt. Entretanto, por motivos ainda não conhecidos, o navio aportou para a América do Sul, onde os seus passageiros foram desembarcados no porto de Vitória.

Vale também lembrar que na metade do século dezenove, cerca de 500 pessoas deixaram as cidades de Hamm e de Eich, uma outra localidade distante não mais de 4 quilômetros da primeira. Estes retirantes na sua maioria eram constituídos de pessoas das classes mais pobres e especialmente de um grupo de cidadãos embebidos de idéias revolucionárias do levante popular de 1848. Hoje há quem diga que a emigração também teria sido uma das formas pelas quais Eich e Hamm teriam conseguido se livrar de praticamente todos os cidadãos politicamente indesejáveis.